ESPIRITISMO REFORMISTA - Um novo caminho espiritual
"A Associação Cristã Estrela do Oriente, fundada por mim, Sonia Maria Peres Naranjo, em 7 de Setembro de 1994, a partir de Setembro de 2009, passa a chamar-se CENTRO ESPÍRITA REFORMISTA ESTRELA DO ORIENTE, inaugurando uma nova religião, devidamente registrada em Cartório, denominada ESPIRITISMO REFORMISTA.
NO ESPIRITISMO REFORMISTA NÃO HÁ DE FORMA ALGUMA, a evocação dos espíritos,
em razão do imenso número de informações fornecidas pelo Plano Espiritual Superior (vide a profícua literatura a respeito, através da psicografia de Chico Xavier, médium de idoneidade reconhecida até por líderes religiosos contrários aos princípios espíritas) ,capazes e nos manter ocupados em estudos profundos por diversas encarnações.
E também porque notamos que, a par desta belíssima realidade, há uma tendência muito grande por parte dos espíritas (principalmente dirigentes mal preparados) de enfatizar a obssessão e a necessidade de desenvolver a mediunidade, responsabilizando-as pela maioria dos problemas psicológicos, emocionais, físicos e profissionais que fazem parte da Vida Humana.
PARA SER ESPÍRITA NÃO É NECESSÁRIO CONTATO CONSTANTE COM OS ESPÍRITOS.
É NECESSÁRIO APENAS O CONHECIMENTO DA DOUTRINA ESPÍRITA E A PRÁTICA DO BEM EM TODOS OS SENTIDOS, QUE A DOUTRINA NOS ENSINA. ESTA É A FINALIDADE DO ESPIRITISMO, NOS MOSTRANDO O CAMINHO DA EVOLUÇÃO E DO PROGRESSO INDIVIDUAL E PLANETÁRIO.
É DESSA FORMA QUE LIBERTA O HOMEM DOS GRILHÕES DA IGNORÂNCIA E DAS TREVAS DOS "PECADOS".
Nasci em uma família espírita, não tendo, por isso, nenhuma herança católica, como a maioria dos conversos ao Espiritismo, e antes de fundar a nossa Entidade Espírita, frequentei e atuei assiduamente em algumas Entidades Espíritas, sendo que na última em que atuei (e por mais tempo), tive a oportunidade de acompanhar manifestações “mediúnicas” das mais diversas (bizarras, seria o termo certo).
Observando de forma racional (orientação de Kardec) percebi que fenômenos tidos como mediúnicos, podem ser apenas a manifestação de: carência de atenção, insatisfações longamente suportadas, traumas de infância ou adolescência, ressentimentos, raivas ou mágoas guardadas, sensação de rejeição, perdas afetivas, etc. E que a ênfase que se dá para o desenvolvimento mediúnico, deixa lacunas no que se refere ao melhor do Espiritismo, que é a sua doutrina e filosofia, que assimiladas na prática, renovam nossa a Vida, pois, respondem às inúmeras perguntas e esclarecem as supostas incógnitas de certos comportamentos e situações. E é esta falta de conhecimento que propicia essas sessões intermináveis de “lamentações” ou “mensagens” do invisível (invisível mesmo!), que como diz o espírito André Luís: - “Nós não conseguimos nem transmitir um “Boa-noite” e o “médium” já falou uma porção de coisas".
Além disso, o ser humano tem capacidades ainda desconhecidas . E podemos ver nestes tempos, já previstos, muitas publicações ditas psicografadas, que são cópias mal feitas de originais antigos. Isto porque a vaidade humana é capaz de assimilar informações e consagrá-las como suas, ou dos seus “guias particulares” num piscar de olhos, mudando palavras ou vírgulas, alterando-lhes completamente o significado, de acordo com as conveniências pessoais ou da época em que vivemos, na qual a parte material e financeira está acima de tudo, deturpando valores e princípios, até mesmo daqueles que se julgam acima destes “escorregões”.
E há também as pessoas facilmente influenciáveis, que somam um número muito grande entre os frequentadores de Centros Espíritas, sempre à cata de alguma revelação sobrenatural que possa aliviá-los de sua carga de responsabilidades e deveres neste mundo, ou de sua dificuldade em lidar com uma realidade mais concreta. Por serem influenciáveis, têm sensações “estranhas e incompreensíveis” que são catalogadas à conta de sensibilidade mediúnica. E que, na maioria das vezes, resultam de insatisfações diárias, com a família, no ambiente de trabalho, nas relações humanas e afetivas, etc. Daí a serem orientadas para um tratamento de desobssessão e posterior desenvolvimento mediúnico, é um passo.
Chamo a isto de “cacoete” de espíritas mal informados (e não do Espiritismo, por favor!). Durante as sessões de desenvolvimento, o que observamos é a tendência dos novatos a repetir comportamentos dos “mais experientes”. E há uma insistência por parte dos que dirigem o desenvolvimento mediúnico, para que o iniciado - “se solte”, “fale o que vier na cabeça”, “dê o primeiro impulso”. A esse respeito, diversas pessoas me confidenciaram não sentir absolutamente nada nesses momentos, porém, a insistência do dirigente criava ansiedade quanto ao que elas deveriam fazer. E muitas, se deixavam levar pela sugestão, criando situações que mais tarde puderam reconhecer como simulações (não uso a palavra mistificação, porque seu significado é bem mais complexo). Vale dizer que muitas dessas pessoas, desiludidas com as orientações deturpadas, que óra campeiam nas Casas Espíritas, abandonaram o Espiritismo. E, alguns poucos, ao perceberem seus enganos, se esclareceram, aprofundando-se nos conceitos básicos da Doutrina.
Recorro a Emmanuel em sua obra “O Consolador”, editado em 1940, psicografada pelo maior médium de todos os tempos, Francisco Cândido Xavier, para esclarecer ainda mais nossos conceitos, nas seguintes questões:
368 - Nos agrupamentos espíritas devemos provocar, de algum modo, essa ou aquela manifestação do Além?
- Nas reuniões doutrinárias, acima de todas expressões fenomênicas, devem prevalecer a sinceridade e a aplicação individuais, no estudo das leis morais que regem o intercâmbio entre o planeta e as esferas do invisível. De modo algum se deverá provocar as manifestações mediúnicas, cuja legitimidade reside nas suas características de espontaneidade, mesmo porque o programa espiritual das sessões está com os mentores que as orientam do plano invisível, exigindo-se de cada estudioso a mais elevada percentagem de esforço próprio na aquisição do conhecimento, porquanto o plano espiritual distribuirá sempre, de acordo com as necessidades e os méritos de cada um. Forçar o fenômeno mediúnico é tisnar uma fonte de água pura com a vasa das paixões egoísticas da Terra, ou com as suas injustificáveis inquietações.
371 - Devem ser intensificadas no Espiritismo as sessões de fenômenos mediúnicos?
- São muito poucos ainda, os núcleos espíritas que se podem entregar à prática mediúnica com plena consciência do serviço que têm nas mãos: motivo porque é aconselhável a intensificação das reuniões de leitura, meditação e comentário geral para as ilações morais imprescindíveis no aparelhamento doutrinário, a fim de que numerosos centros bem-intencionados não venham a cair no desânimo ou na incompreensão, por causa de um prematuro comércio com as energias do plano invisível.
377 - Há estudiosos da Doutrina que se afastam das reuniões, quando as mesmas não apresentam fenômenos. Como se deve proceder para com eles?
- Os que assim procedem, testemunham por si mesmos, plena inabilitação para o verdadeiro trabalho do Espiritismo sincero. Se preferem as emoções transitórias dos nervos ao serviço da auto-iluminação, é melhor que se afastem temporariamente dos estudos sérios da doutrina, antes de assumirem qualquer compromisso. A compreensão do Espiritismo ainda não está bastante desenvolvida em seu mundo interior, e é justo que prossigam em experiências para alcançá-la. O êxito dos esforços do plano espiritual, em favor do Cristianismo redivivo, não depende da quantidade de homens que o busquem, mas da qualidade dos trabalhadores que militam em suas fileiras.
Destaco a próxima pergunta e consequente resposta, do mesmo livro, por considerá-las extremamente esclarecedoras quanto à questão das "obsessões", verdadeira obsessão entre os espíritas:
381 - Muita gente procura o Espiritismo, queixando-se de perseguições do Invisível. Os que reclamam contra essas perturbações estão, de algum modo, abandonados de seus guias espirituais?
- A proteção da Providência Divina estende-se a todas as criaturas. A perseguição de entidades sofredoras e perturbadas, justifica-se no quadro das provações redentoras, mas os que reclamam contra o assédio das forças inferiores dos planos adstritos ao orbe terrestre, devem consultar o próprio coração antes de formularem as suas queixas, de modo a observar se o Espírito perturbador não está neles mesmos. Há obssessores terríveis do homem, denominados “orgulho”, “vaidade”, “preguiça”, “avareza”, “ignorância” ou “má-vontade”, e convém examinar se não se é vítima dessas energias perversoras que, muitas vezes, habitam o coração da criatura, enceguecendo-a para a compreensão da luz de Deus. Contra esses elementos destruidores faz-se preciso um novo gênero de preces, que se constitui de trabalho, fé, esforço e boa-vontade.
384 - Dever-se-á provocar o desenvolvimento da mediunidade?
- Ninguém deverá forçar o desenvolvimento dessa ou daquela faculdade, porque nesse terreno, toda a espontaneidade é necessária: observando-se, contudo, a floração mediúnica espontânea, nas expressões mais simples, deve-se aceitar o evento com as melhores disposições de trabalho e boa-vontade, seja essa possibilidade psíquica a mais humilde de todas. A mediunidade não deve ser fruto de precipitação nesse ou naquele setor da atividade doutrinária, porquanto, em tal assunto, toda a espontaneidade é indispensável, considerando-se que as tarefas medinúnicas são dirigidas pelos mentores no plano espiritual.
Estas, como todas as orientações do Plano Espiritual Superior são feixes de luz a nos guiar na noite escura dos atuais interesses escusos, travestidos de Espiritualidade.
Deixamos claro que não somos contra a Mediunidade. Isto seria um contrasenso, pois, foi através da Mediunidade que nasceu o Espiritismo. Reconhecemos nas orientações de Emmanuel, de superioridade indiscutível, que a mediunidade autêntica é espontânea. E mesmo a autêntica, para ser bem aproveitada pelo Plano Espiritual Superior, exigirá do médium em questão, disciplina, dedicação, pureza de intenções, desinteresse dos bens materiais e total consciência de sua tarefa missionária.
Fato importante é a verificação do quanto Chico Xavier foi utilizado pelo Plano Espiritual Superior, até praticamente a sua desencarnação. O próprio Chico relata em algumas entrevistas que, por muitas e muitas vezes, encontrou-se extremamente doente e fraco, por excesso de trabalho (com certeza!) e, no entanto, nem assim era poupado por Emmanuel, que exigia-lhe o concurso mediúnico de forma intensa e ininterrupta. Chico Xavier, certa vez, contou com graça até, que na próxima encarnação gostaria de reencarnar em uma cidade onde todos fossem analfabetos e, se por ventura aparecesse alguém dizendo que eles precisavam se alfabetizar para ler livros, ele mesmo diria: "Não precisamos não, muito obrigado, somos muito felizes assim mesmo, sem ler coisa alguma (risos)..." Até mesmo esta brincadeira deixa claro o quanto Chico Xavier foi utilizado. Crueldade do Plano Espiritual? Claro que não!
Necessidade inadiável de utilizar um instrumento capaz de intermediar com a clareza necessária, informações de grande valor e importância, de “lá prá cá”, cumprindo determinações de Mais Alto.
Se a mediunidade fosse tão fácil de ser desenvolvida e se os que se dizem médiuns, fossem mesmo, com certeza, não seria necessário sacrificar tanto o nosso querido Chico, não é mesmo?
Mais uma vez recorro a Emmanuel, no mesmo livro já citado, à seguinte pergunta:
383 - É justo considerarmos todos os homens como médiuns?
- Todos os homens têm o seu grau de mediunidade, nas mais variadas posições evolutivas, e esse atributo do espírito representa, ainda, a alvorada de novas percepções para o homem do futuro, quando, pelo avanço da mentalidade do mundo, as criaturas humanas verão alargar-se a janela acanhada dos seus cinco sentidos.
Na atualidade, porém, temos de reconhecer que no campo imenso das potencialidades psíquicas do homem existem os médiuns com tarefa definida, precursores das novas aquisições humanas. É certo que essas tarefas reclamam sacrifícios e se constituem, muitas vezes, de provações ásperas: todavia, se o operário busca a substância evangélica para a execução de seus deveres, é ele o trabalhador que faz jus ao acréscimo de misericórdia prometido pelo Mestre a todos os discípulos de boa-vontade.
EMANNUEL é muito claro em suas afirmações. Entretanto, a maioria dos espíritas desconhece o livro "O CONSOLADOR", que deveria ser livro de cabeceira, tantas as informações importantes que ele contém. Da mesma forma que, em geral, conhecem apenas o conteúdo do primeiro livro da coleção do espírito André Luis - NOSSO LAR - os 15 que lhe seguem são praticamente ignorados. Por isso, há tanta falta de conhecimento no meio espírita, quanto à mediunidade. Mediunidade autêntica é difícil de encontrar, principalmente na atualidade, em que novas idéias convergem os interesses, mais para aquisições materiais do que para as aquisições espirituais".
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NO ESPIRITISMO REFORMISTA NÃO HÁ DE FORMA ALGUMA, a evocação dos espíritos,
em razão do imenso número de informações fornecidas pelo Plano Espiritual Superior (vide a profícua literatura a respeito, através da psicografia de Chico Xavier, médium de idoneidade reconhecida até por líderes religiosos contrários aos princípios espíritas) ,capazes e nos manter ocupados em estudos profundos por diversas encarnações.
E também porque notamos que, a par desta belíssima realidade, há uma tendência muito grande por parte dos espíritas (principalmente dirigentes mal preparados) de enfatizar a obssessão e a necessidade de desenvolver a mediunidade, responsabilizando-as pela maioria dos problemas psicológicos, emocionais, físicos e profissionais que fazem parte da Vida Humana.
PARA SER ESPÍRITA NÃO É NECESSÁRIO CONTATO CONSTANTE COM OS ESPÍRITOS.
É NECESSÁRIO APENAS O CONHECIMENTO DA DOUTRINA ESPÍRITA E A PRÁTICA DO BEM EM TODOS OS SENTIDOS, QUE A DOUTRINA NOS ENSINA. ESTA É A FINALIDADE DO ESPIRITISMO, NOS MOSTRANDO O CAMINHO DA EVOLUÇÃO E DO PROGRESSO INDIVIDUAL E PLANETÁRIO.
É DESSA FORMA QUE LIBERTA O HOMEM DOS GRILHÕES DA IGNORÂNCIA E DAS TREVAS DOS "PECADOS".
Nasci em uma família espírita, não tendo, por isso, nenhuma herança católica, como a maioria dos conversos ao Espiritismo, e antes de fundar a nossa Entidade Espírita, frequentei e atuei assiduamente em algumas Entidades Espíritas, sendo que na última em que atuei (e por mais tempo), tive a oportunidade de acompanhar manifestações “mediúnicas” das mais diversas (bizarras, seria o termo certo).
Observando de forma racional (orientação de Kardec) percebi que fenômenos tidos como mediúnicos, podem ser apenas a manifestação de: carência de atenção, insatisfações longamente suportadas, traumas de infância ou adolescência, ressentimentos, raivas ou mágoas guardadas, sensação de rejeição, perdas afetivas, etc. E que a ênfase que se dá para o desenvolvimento mediúnico, deixa lacunas no que se refere ao melhor do Espiritismo, que é a sua doutrina e filosofia, que assimiladas na prática, renovam nossa a Vida, pois, respondem às inúmeras perguntas e esclarecem as supostas incógnitas de certos comportamentos e situações. E é esta falta de conhecimento que propicia essas sessões intermináveis de “lamentações” ou “mensagens” do invisível (invisível mesmo!), que como diz o espírito André Luís: - “Nós não conseguimos nem transmitir um “Boa-noite” e o “médium” já falou uma porção de coisas".
Além disso, o ser humano tem capacidades ainda desconhecidas . E podemos ver nestes tempos, já previstos, muitas publicações ditas psicografadas, que são cópias mal feitas de originais antigos. Isto porque a vaidade humana é capaz de assimilar informações e consagrá-las como suas, ou dos seus “guias particulares” num piscar de olhos, mudando palavras ou vírgulas, alterando-lhes completamente o significado, de acordo com as conveniências pessoais ou da época em que vivemos, na qual a parte material e financeira está acima de tudo, deturpando valores e princípios, até mesmo daqueles que se julgam acima destes “escorregões”.
E há também as pessoas facilmente influenciáveis, que somam um número muito grande entre os frequentadores de Centros Espíritas, sempre à cata de alguma revelação sobrenatural que possa aliviá-los de sua carga de responsabilidades e deveres neste mundo, ou de sua dificuldade em lidar com uma realidade mais concreta. Por serem influenciáveis, têm sensações “estranhas e incompreensíveis” que são catalogadas à conta de sensibilidade mediúnica. E que, na maioria das vezes, resultam de insatisfações diárias, com a família, no ambiente de trabalho, nas relações humanas e afetivas, etc. Daí a serem orientadas para um tratamento de desobssessão e posterior desenvolvimento mediúnico, é um passo.
Chamo a isto de “cacoete” de espíritas mal informados (e não do Espiritismo, por favor!). Durante as sessões de desenvolvimento, o que observamos é a tendência dos novatos a repetir comportamentos dos “mais experientes”. E há uma insistência por parte dos que dirigem o desenvolvimento mediúnico, para que o iniciado - “se solte”, “fale o que vier na cabeça”, “dê o primeiro impulso”. A esse respeito, diversas pessoas me confidenciaram não sentir absolutamente nada nesses momentos, porém, a insistência do dirigente criava ansiedade quanto ao que elas deveriam fazer. E muitas, se deixavam levar pela sugestão, criando situações que mais tarde puderam reconhecer como simulações (não uso a palavra mistificação, porque seu significado é bem mais complexo). Vale dizer que muitas dessas pessoas, desiludidas com as orientações deturpadas, que óra campeiam nas Casas Espíritas, abandonaram o Espiritismo. E, alguns poucos, ao perceberem seus enganos, se esclareceram, aprofundando-se nos conceitos básicos da Doutrina.
Recorro a Emmanuel em sua obra “O Consolador”, editado em 1940, psicografada pelo maior médium de todos os tempos, Francisco Cândido Xavier, para esclarecer ainda mais nossos conceitos, nas seguintes questões:
368 - Nos agrupamentos espíritas devemos provocar, de algum modo, essa ou aquela manifestação do Além?
- Nas reuniões doutrinárias, acima de todas expressões fenomênicas, devem prevalecer a sinceridade e a aplicação individuais, no estudo das leis morais que regem o intercâmbio entre o planeta e as esferas do invisível. De modo algum se deverá provocar as manifestações mediúnicas, cuja legitimidade reside nas suas características de espontaneidade, mesmo porque o programa espiritual das sessões está com os mentores que as orientam do plano invisível, exigindo-se de cada estudioso a mais elevada percentagem de esforço próprio na aquisição do conhecimento, porquanto o plano espiritual distribuirá sempre, de acordo com as necessidades e os méritos de cada um. Forçar o fenômeno mediúnico é tisnar uma fonte de água pura com a vasa das paixões egoísticas da Terra, ou com as suas injustificáveis inquietações.
371 - Devem ser intensificadas no Espiritismo as sessões de fenômenos mediúnicos?
- São muito poucos ainda, os núcleos espíritas que se podem entregar à prática mediúnica com plena consciência do serviço que têm nas mãos: motivo porque é aconselhável a intensificação das reuniões de leitura, meditação e comentário geral para as ilações morais imprescindíveis no aparelhamento doutrinário, a fim de que numerosos centros bem-intencionados não venham a cair no desânimo ou na incompreensão, por causa de um prematuro comércio com as energias do plano invisível.
377 - Há estudiosos da Doutrina que se afastam das reuniões, quando as mesmas não apresentam fenômenos. Como se deve proceder para com eles?
- Os que assim procedem, testemunham por si mesmos, plena inabilitação para o verdadeiro trabalho do Espiritismo sincero. Se preferem as emoções transitórias dos nervos ao serviço da auto-iluminação, é melhor que se afastem temporariamente dos estudos sérios da doutrina, antes de assumirem qualquer compromisso. A compreensão do Espiritismo ainda não está bastante desenvolvida em seu mundo interior, e é justo que prossigam em experiências para alcançá-la. O êxito dos esforços do plano espiritual, em favor do Cristianismo redivivo, não depende da quantidade de homens que o busquem, mas da qualidade dos trabalhadores que militam em suas fileiras.
Destaco a próxima pergunta e consequente resposta, do mesmo livro, por considerá-las extremamente esclarecedoras quanto à questão das "obsessões", verdadeira obsessão entre os espíritas:
381 - Muita gente procura o Espiritismo, queixando-se de perseguições do Invisível. Os que reclamam contra essas perturbações estão, de algum modo, abandonados de seus guias espirituais?
- A proteção da Providência Divina estende-se a todas as criaturas. A perseguição de entidades sofredoras e perturbadas, justifica-se no quadro das provações redentoras, mas os que reclamam contra o assédio das forças inferiores dos planos adstritos ao orbe terrestre, devem consultar o próprio coração antes de formularem as suas queixas, de modo a observar se o Espírito perturbador não está neles mesmos. Há obssessores terríveis do homem, denominados “orgulho”, “vaidade”, “preguiça”, “avareza”, “ignorância” ou “má-vontade”, e convém examinar se não se é vítima dessas energias perversoras que, muitas vezes, habitam o coração da criatura, enceguecendo-a para a compreensão da luz de Deus. Contra esses elementos destruidores faz-se preciso um novo gênero de preces, que se constitui de trabalho, fé, esforço e boa-vontade.
384 - Dever-se-á provocar o desenvolvimento da mediunidade?
- Ninguém deverá forçar o desenvolvimento dessa ou daquela faculdade, porque nesse terreno, toda a espontaneidade é necessária: observando-se, contudo, a floração mediúnica espontânea, nas expressões mais simples, deve-se aceitar o evento com as melhores disposições de trabalho e boa-vontade, seja essa possibilidade psíquica a mais humilde de todas. A mediunidade não deve ser fruto de precipitação nesse ou naquele setor da atividade doutrinária, porquanto, em tal assunto, toda a espontaneidade é indispensável, considerando-se que as tarefas medinúnicas são dirigidas pelos mentores no plano espiritual.
Estas, como todas as orientações do Plano Espiritual Superior são feixes de luz a nos guiar na noite escura dos atuais interesses escusos, travestidos de Espiritualidade.
Deixamos claro que não somos contra a Mediunidade. Isto seria um contrasenso, pois, foi através da Mediunidade que nasceu o Espiritismo. Reconhecemos nas orientações de Emmanuel, de superioridade indiscutível, que a mediunidade autêntica é espontânea. E mesmo a autêntica, para ser bem aproveitada pelo Plano Espiritual Superior, exigirá do médium em questão, disciplina, dedicação, pureza de intenções, desinteresse dos bens materiais e total consciência de sua tarefa missionária.
Fato importante é a verificação do quanto Chico Xavier foi utilizado pelo Plano Espiritual Superior, até praticamente a sua desencarnação. O próprio Chico relata em algumas entrevistas que, por muitas e muitas vezes, encontrou-se extremamente doente e fraco, por excesso de trabalho (com certeza!) e, no entanto, nem assim era poupado por Emmanuel, que exigia-lhe o concurso mediúnico de forma intensa e ininterrupta. Chico Xavier, certa vez, contou com graça até, que na próxima encarnação gostaria de reencarnar em uma cidade onde todos fossem analfabetos e, se por ventura aparecesse alguém dizendo que eles precisavam se alfabetizar para ler livros, ele mesmo diria: "Não precisamos não, muito obrigado, somos muito felizes assim mesmo, sem ler coisa alguma (risos)..." Até mesmo esta brincadeira deixa claro o quanto Chico Xavier foi utilizado. Crueldade do Plano Espiritual? Claro que não!
Necessidade inadiável de utilizar um instrumento capaz de intermediar com a clareza necessária, informações de grande valor e importância, de “lá prá cá”, cumprindo determinações de Mais Alto.
Se a mediunidade fosse tão fácil de ser desenvolvida e se os que se dizem médiuns, fossem mesmo, com certeza, não seria necessário sacrificar tanto o nosso querido Chico, não é mesmo?
Mais uma vez recorro a Emmanuel, no mesmo livro já citado, à seguinte pergunta:
383 - É justo considerarmos todos os homens como médiuns?
- Todos os homens têm o seu grau de mediunidade, nas mais variadas posições evolutivas, e esse atributo do espírito representa, ainda, a alvorada de novas percepções para o homem do futuro, quando, pelo avanço da mentalidade do mundo, as criaturas humanas verão alargar-se a janela acanhada dos seus cinco sentidos.
Na atualidade, porém, temos de reconhecer que no campo imenso das potencialidades psíquicas do homem existem os médiuns com tarefa definida, precursores das novas aquisições humanas. É certo que essas tarefas reclamam sacrifícios e se constituem, muitas vezes, de provações ásperas: todavia, se o operário busca a substância evangélica para a execução de seus deveres, é ele o trabalhador que faz jus ao acréscimo de misericórdia prometido pelo Mestre a todos os discípulos de boa-vontade.
EMANNUEL é muito claro em suas afirmações. Entretanto, a maioria dos espíritas desconhece o livro "O CONSOLADOR", que deveria ser livro de cabeceira, tantas as informações importantes que ele contém. Da mesma forma que, em geral, conhecem apenas o conteúdo do primeiro livro da coleção do espírito André Luis - NOSSO LAR - os 15 que lhe seguem são praticamente ignorados. Por isso, há tanta falta de conhecimento no meio espírita, quanto à mediunidade. Mediunidade autêntica é difícil de encontrar, principalmente na atualidade, em que novas idéias convergem os interesses, mais para aquisições materiais do que para as aquisições espirituais".