Chico Xavier - Natal 1985 - I parte

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Chico Xavier no Natal de 1985

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Em busca da cura IV

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Em busca da cura III

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Em busca da cura I

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Em busca da cura II

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Samba da obsessão

obsessão

 "Samba da obsessão"  -    Esse  samba de breque é engraçado e ao mesmo tempo faz pensar.
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Pinga Fogo - O instante da gestação em que ocorre a reencarnação

Chico Xavier



Neste vídeo, que faz parte da memorável entrevista concedida à extinta TV, no Programa Pinga Fogo,  Chico Xavier esclarece a respeito dos mistérios da reencarnação.   Explica que  no momento da concepção, há a união do espírito reencarnante ao  feto.
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Pinga Fogo - Reencarnação II - Vídeo Chico Xavier

Chico Xavier




Continuação do Vídeo - "Pinga-Fogo", no qual Chico Xavier discorre sobre a Reencarnação, com toda propriedade e conhecimento, com a orientação de Emmanuel.
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Pinga Fogo - Chico Xavier - Reencarnação

                                                          
Chico Xavier


Chico Xavier fala a respeito da reencarnação, nesta famosa entrevista, concedida ao Programa "PINGA FOGO", na extin ta TV Tupi.








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Chico Xavier - uma vida de muito amor


Chico Xavier

 Textos de CHICO XAVIER

“Sabemos que precisamos de certos recursos, mas o Senhor não nos ensinou a pedir o pão, mais dois carros,mais um avião... Não precisamos de tanta coisa para colocar tanta carga em cima de nós. Podemos ser chamados hoje à Vida Espiritual...”
“Tudo que criamos para nós, de que não temos necessidade, se transforma em angústia, em depressão...”
“A doença é uma espécie de escoadouro de nossas imperfeições; inconscientemente, o espírito quer jogar para fora o que lhe seja estranho ao próprio psiquismo.”
Na realidade, toda doença no corpo é processo de cura para a alma.
Abençoemos aqueles que se preocupam conosco,que nos amam, que nos atendem as necessidades... Valorizemos o amigo que nos socorre, que se interessa por nós, que nos escreve, que nos telefona para saber como estamos indo. A amizade é uma dádiva de Deus. Mais tarde, haveremos de sentir falta daqueles que não nos deixam experimentar solidão!”
“A caridade é um exercício espiritual... Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma.
Quando os espíritos nos recomendam, com insistência a prática da caridade, eles estão nos orientando no sentido de nossa própria evolução; não se trata apenas de uma indicação ética, mas de profundo significado filosófico.”
“Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento:
NÃO JULGAR, definitivamente não julgar a quem quer que seja.”
“Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar...
Carecemos somar esforços, criando, digamos, uma energia dinâmica que se anteponha às forças do mal... ....Ninguém tem o direito de se omitir”
“O exemplo é uma força que repercute, de maneira imediata, longe ou perto de nós... Não podemos nos responsabilizar pelo que os outros fazem de suas vidas; cada qual é livre para fazer o que quer de si mesmo, mas não podemos negar que nossas atitudes inspiram atitudes, seja no bem quanto no mal.”
Sempre recebi os elogios como incentivos dos amigos para que eu venha a ser o que tenho consciência de que ainda não sou...”
Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!...”
“A gente deve lutar contra o comodismo e a ociosidade; caso contrário, vamos retornar ao Mundo Espiritual com enorme sensação de vazio...Dizem que eu tenho feito muito, mas, para mim, não fiz um décimo do que deveria ter feito...”
“A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido.“Confesso a vocês que não vi o tempo correr...
Por mais longa nos pareça, a existência na Terra é uma experiência muito curta.
A única coisa que espero depois da minha desencarnação,
é a possibilidade de poder continuar trabalhando.”
“Devemos aceitar a chegada da chamada morte, assim como o dia aceita a chegada da noite – tendo confiança que, em breve, de novo há de raiar o sol...”
“Tudo tem seu apogeu e seu declínio...É natural que seja assim; todavia, quando tudo parece convergir para o que supomos o nada, eis que a vida ressurge, triunfante e bela!. Novas folhas, novas flores, na indefinida bênção do recomeço!...”
“Ah... Mas quem sou eu senão uma formiguinha, das menores, que anda pela Terra cumprindo sua obrigação!”
"Tudo o que Jesus falou no Sermão da Montanha foi ao coração, ao sentimento. Não disse nada ao raciocínio, porque é pela inteligência que caímos.
Ele não disse: Bem-aventurados os inteligentes. Chegou mesmo, certa vez, a dar graças ao Pai por ter ocultado os segredos do céu aos sábios e inteligentes. Quem cai pelo amor, o próprio motivo da queda faz que se reerga, mas quem cai pela inteligência não se sente caído."
Justiça e misericórdia
"Toda vez que a Justiça Divina nos procura para acerto de contas, se nos encontra trabalhando em benefício dos outros, manda a Misericórdia Divina que a cobrança seja suspensa por tempo indeterminado."
Resposta Divina
“O Velho Testamento, que é a palavra dos profetas, é o homem desesperado com os problemas da vida criados por ele mesmo, batendo à porta de Deus.”
“O Novo Testamento, contendo os ensinamentos de Jesus, é a resposta de Deus ao homem de todos os tempos.”
O Evangelho e o acaso
"Toda vez que as circunstâncias te induzam a ouvir as verdades do Evangelho, não penses que o acaso esteja presidindo a semelhantes eventos. Forças divinas estarão agindo a fim de que te informes quanto ao teu próprio caminho."
“Quem é perseguido, muitas vezes ainda consegue ir adiante, principalmente se estiver sendo perseguido de maneira injusta, mas quem persegue não sai do lugar”.
Tenho sofrido muitas perseguições da parte de espíritos inimigos da Doutrina, mas dizendo-lhes com sinceridade, as maiores dificuldades que enfrento para perseverar no serviço da mediunidade são oriundas de minhas próprias imperfeições”.
"Toda vez que descuidamos do patrimônio do corpo, abusando e afrontando os perigos da vida e chegamos à morte, esta morte não vem de Deus.
Tudo o que vem de Deus, vem devagar."
Perante o sofrimento
"O espírita chora escondido. Depois, lava o rosto e vai atender a multidão sorrindo."
Além do cansaço
"Outro dia me perguntaram por que eu continuo trabalhando, apesar da enfermidade, das limitações. Respondi:
- Estou doente, mas ainda não cheguei à inutilidade. Ou fazemos ou fica por fazer. Ninguém pode fazer o que temos que fazer. A gente tem que agüentar. A desistência do dever gera um complexo de culpa muito grande."
“O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.”
Nenhuma atividade no bem é insignificante... As mais altas árvores são oriundas de minúsculas sementes. A repercussão da prática do bem é inimaginável... Para servir a Deus, ninguém necessita sair do seu próprio lugar ou reivindicar condições diferentes daquelas que possui.”
“Os Espíritos Amigos sempre mostram disposição de nos auxiliar, mas é preciso que, pelo menos, lhes ofereçamos uma base... Muitos ficam na expectativa do socorro do Alto, mas não querem nada com o esforço de renovação; querem que os espíritos se intrometam na sua vida e resolvam seus problemas... Ora, nem Jesus Cristo, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém... Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos.”
"Nunca quis mudar a religião de ninguém, porque, positivamente, não acredito que a religião a seja melhor que a religião b... Nas origens de toda religião cristã está o Pensamento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quem seguir o Evangelho... Se Allan Kardec tivesse escrito que “fora do Espiritismo não há salvação”, eu teria ido por outro caminho. Graças a Deus ele escreveu “Fora da Caridade”, ou seja, fora do Amor não há salvação...”
“O desespero é uma doença. E um povo desesperado, lesado por dificuldades enormes, pode enlouquecer, como qualquer indivíduo. Ele pode perder o seu próprio discernimento. Isso é lamentável, mas pode-se dizer que tudo decorre da ausência de educação, principalmente de formação religiosa.”
“O sentimento de ódio é um processo de auto-obsessão.”
“Sei que sou um espírito imperfeito e muito endividado, com necessidade constante de aprender, trabalhar , dominar-me e burilar-me, perante as Leis de Deus.”
“Gente há que desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar... Ledo engano! Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo; o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo...”
"Sem a idéia da reencarnação, sinceramente, com todo respeito às demais religiões, eu não vejo uma explicação sensata, inclusive, para a existência de Deus.”
"Uma das coisas que sempre aprendi com os Benfeitores Espirituais é não tolher o livre arbítrio de ninguém; os que viveram na minha companhia sempre tiveram a liberdade para fazer o que quiseram...”
"Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas... Ora, nós não viemos a este mundo para nos banhar em águas de rosas... Somos espíritos altamente endividados - dentro de nós o passado ainda fala mais alto... Não podemos ser tão suscetíveis assim..."
“Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar... As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.”
"Emmanuel sempre me ensinou assim:
- Chico, se as críticas dirigidas a você são verdadeiras, não reclame; se não são, não ligue para elas...”
“Graças a Deus, não me lembro de ter revidado a menor ofensa das inúmeras que sofri, certamente objetivando, todas elas, o meu aprendizado, e não me recordo de que tenha, conscientemente, magoado a quem quer que fosse...”
“Emmanuel sempre me disse:
- Chico, quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca...”
“Abençoemos aqueles que se preocupam conosco, que nos amam, que nos atendem as necessidades... Valorizemos o amigo que nos socorre, que se interessa por nós, que nos escreve, que nos telefona para saber como estamos indo... A amizade é uma dádiva de Deus... Mais tarde, haveremos de sentir falta daqueles que não nos deixam experimentar a solidão!”
“A caridade é um exercício espiritual... Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma. Quando os espíritos nos recomendam, com insistência a prática da caridade, eles estão nos orientando no sentido de nossa própria evolução; não se trata apenas de uma indicação ética, mas de profundo significado filosófico...”
“Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar... Carecemos somar esforços, criando, digamos, uma energia dinâmica que se anteponha às forças do mal... Ninguém tem o direito de se omitir.”
“Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento: Não julgar, definitivamente não julgar a quem quer que seja.”
“O exemplo é uma força que repercute, de maneira imediata, longe ou perto de nós... Não podemos nos responsabilizar pelo que os outros fazem de suas vidas; cada qual é livre para fazer o que quer de si mesmo, mas não podemos negar que nossas atitudes inspiram atitudes, seja no bem quanto no mal.”
"Sempre recebi os elogios como incentivos dos amigos para que eu venha a ser o que tenho consciência de que ainda não sou...”
"Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!...”
“A gente deve lutar contra o comodismo e a ociosidade; caso contrário, vamos retornar ao Mundo Espiritual com enorme sensação de vazio... Dizem que eu tenho feito muito, mas, para mim, não fiz um décimo do que deveria ter feito...”
“A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido.”
“Confesso a vocês que não vi o tempo correr... Por mais longa nos pareça, a existência na Terra é uma experiência muito curta. A única coisa que espero depois da minha desencarnação é a possibilidade de poder continuar trabalhando.”
“A revolução em que acredito é aquela ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo que começa pela corrigenda de cada um, na base do façamos aos outros aquilo que desejamos que os outros nos façam.”
"Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta."
Na Nossa Doutrina,não deveria haver lugar para tantas intrigas ...Foram as intrigas humanas que deturparam o movimento cristão em seus primeiros tempos e que continuam ,até hoje ,entravando o progresso espiritual dos que deles não sabem se desvencilhar.
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O problema das drogas, que, em última análise, diz respeito a todos... Quem é que não tem hoje ,próximo ou distante,um um parente envolvido com elas?!Tenho escutado muitos pais, muitas mães, muitos avós... Nos Estados Unidos, as drogas praticamente estão comprometendo uma geração. Devemos combater ,com veemência ,este problema:nas escolas ,nos ambientes de trabalho e ,sobretudo ,nos lares...Não podemos assistir ,impassíveis aos nossos jovens sendo vítimas de traficantes.A propaganda contra as drogas ainda é muito tímida.De meia em meia hora ,a televisão deveria combater o problema ,o Rádio ,o Jornal...Os livros escolares deveriam ,no processo de alfabetização ,já começar esclarecendo a criança contra os perigos das drogas- um vírus que tem matado mais gente que os agentes viróticos mais violentos.A propaganda contra o uso de drogas tem que ser maciça – nos intervalos dos shows ,nas partidas de futebol,nas missas,nas reuniões espíritas...
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 "Oro todos os dias pelas mães que perderam filhos, sobretudo em condições trágicas, como um assassinato, por exemplo. Deus há de se compadecer de todas elas!..."
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 "Hoje ouvimos falar de muitos crimes cometidos por meninos de 10,  14 anos... Deveríamos tratar de códigos que dessem a maioridade aos 14 anos.A criança é chamada a memorizar as suas vidas passadas muito depressa ,motivada pela televisão ,etc.Precisávamos da criação de leis que ajudem a criança a não se fazer delinqüente nem viciada.O governo não pode ser responsável por todas as nossas modalidades de penúria;não podemos exigir que os ministros venham a fazer intervenções em nossas vidas familiares .O problema da penúria é nosso .Não temos uma disposição muito ativa em torno da criança ,tal qual nos acontece ,almoça todo dia ,estuda todo dia ,toma banho todo dia..."
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 "O nosso Carnaval era simples, as pessoas saíam cantando... Hoje o Carnaval custa milhões ...Vão dizer que é turismo ,mas é negativo,é um dispêndio de força e de vida humana .Depois do Carnaval ,aparecem as listas :tantos mortos no sábado ,no domingo ,na segunda,na terça...Por que não houve tantos mortos nos outros sábados ou nos outros domingos?Foram vítimas dos excessos a que nos entregamos, porque não sabemos viver. Temos escolas maravilhosas,exercícios físicos ,o mundo da ginástica ,que nos ajuda a conservar a saúde ,as nossas universidades ,que são verdadeiros mundos de cultura – nunca vi uma escola para ensinar a pessoa viver ,a viver com o que tem ,com o que somos ,com os recursos que possamos adquirir..."
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"As escolas, muitas delas, se desvirtuaram; informam, mas não formam; ilustram, mas não educam... As escolas do passado preocupavam-se mais com o coração.Hoje ,todo mundo só quer saber do diploma ...Antes ,os professores oravam com a gente,dentro da sala,  agora,  muitos deles são os primeiros a dizer que não acreditam em Deus..."

(Textos retirados do livro O Evangelho de Chico Xavier Carlos Baccelli)


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LIções do Mestre Chico Xavier



 

NADA DE COITADINHO
Extraído do Jornal Espírita de Setembro de 2007

Nascido em Ituiutaba (MG)a vida do médium Jerônimo Mendonça (1939-1989) foi um exemplo de superação de limites. Totalmente paralítico há mais de trinta anos, sem mover nem o pescoço, cego há mais de vinte anos, com artrite reumatóide que lhe dava dores terríveis no peito e em todo o corpo, era levado por mãos amigas pelo Brasil afora, para proferir palestras. Foi tão grande o seu exemplo que foi apelidado "O Gigante Deitado" pelos amigos e pela imprensa.

Houve uma época, em meados de 1960, quando ainda enxergava, que Jerônimo quase desencarnou. Uma hemorragia acentuada, das vias urinárias, o acometeu. Estava internado num hospital de Ituiutaba quando o médico, amigo, chamou seus companheiros espíritas que ali estavam e lhes disse que o caso não tinha solução. A hemorragia não cedia e ele ia desencarnar.

- Doutor, será que podemos pelo menos levá-lo até Uberaba, para despedir-se de Chico Xavier? Eles são muitos amigos.
- Só se for de avião. De carro ele morre no meio do caminho.

Um de seus amigos tinha avião. Levaram-no para Uberaba. O lençol que o cobria era branco. Quando chegaram a Uberaba, estava vermelho, tinto de sangue. Chegaram à Comunhão Espírita, onde o Chico trabalhava então. Naquela hora ele não estava, participava de trabalho de peregrinação, visita fraterna, levando o pão e o evangelho aos pobres e doentes.

Ao chegar, vendo o amigo vermelho de sangue disse o Chico:
- Olha só quem está nos visitando! O Jerônimo! Está parecendo uma rosa vermelha! Vamos todos dar uma beijo nessa rosa, mas com muito cuidado para ela não "despetalar".

Um a um os companheiros passavam e lhe davam um suave beijo no rosto. Ele sentia a vibração da energia fluídica que recebia em cada beijo. Finalmente, Chico deu-lhe um beijo, colocando a mão no seu abdome, permanecendo assim por alguns minutos. Era a sensação de um choque de alta voltagem saindo da mão de Chico, o que Jerônimo percebeu. A hemorragia parou.

Ele que, fraco, havia ido ali se despedir, para desencarnar, acabou fazendo a explanação evangélica, a pedido de Chico, e em seguida veio a explicação:
- Você sabe o porquê desta hemorragia, Jerônimo?
- Não, Chico.
- Foi porque você aceitou o "coitadinho". Coitadinho do Jerônimo, coitadinho... Você desenvolveu a autopiedade. Começou a ter dó de você mesmo. Isso gerou um processo destrutivo. O seu pensamento negativo fluidicamente interferiu no seu corpo físico, gerando a lesão. Doravante, Jerônimo, vença o coitadinho. Tenha bom ânimo, alegre-se, cante, brinque, para que os outros não sintam piedade de você.

Ele seguiu o conselho. A partir de então, após as palestras, ele cantava e contava histórias hilariantes sobre as suas dificuldades. A maioria das pessoas esquecia, nestes momentos, que ele era cego e paralítico. Tornava-se igual aos sadios.

Sobreviveu quase trinta anos após a hemorragia "fatal". Venceu o "coitadinho".

Que essa história nos seja um exemplo, para que nos momentos difíceis tenhamos bom ânimo, vencendo a nossa tendência natural de autopiedade e esmorecimento.



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Chico Xavier - o maior médium psicógrafo de todos os tempos



Em 1972 desencarnou a mãe do hoje conhecido médium Divaldo Pereira Franco, a Sra. Anna Franco. Dez anos depois ela se comunica em mensagem de 42 páginas psicografadas por Chico Xavier, em Uberaba. Divaldo estranhou, pois que sua mãe era analfabeta, e tinha muita dificuldade em compreender as palavras que não fossem do seu vocabulário habitual.
A mensagem começava mais ou menos assim:
"Meu filho, você sempre me dizia que gostaria de me ensinar a ler e a escrever mas eu sempre dizia que não queria essa atrapalhação na minha cabeça. Voltei para lhe dizer que aqui no Plano Espiritual, descobri que já era alfabetizada, e vou lhe narrar como ocorreu o meu desencarne."
Anna Franco discorreu sobre detalhes da sua desencarnação, citou os 13 filhos em ordem decrescente de idade e, num certo trecho narrou:
"Veio me receber D. Maria Domingas Bispo, amiga com a qual eu conversava tanto! ...Essa amiga desencarnou em 1932, em Feira de Santana."
Ao levar a carta para a Bahia, Divaldo, como é óbvio, mostrou-a aos seus familiares. Eles foram unânimes em afirmar-lhe que D.Anna jamais tivera essa amiga! Por suposto, Divaldo deveria acreditar nos familiares, já que era o filho mais novo de todos, não podendo assim lembrar da senhora citada na carta. Seus irmãos negavam o fato como narrado. No entanto Divaldo dizia:
- Chico? Ele não se engana!
Pesquisas foram feitas com a ajuda do prefeito. Não havia registro de nenhuma D. Maria Domingas Bispo em nenhum cemitério local. Divaldo pediu auxílio a um amigo, Lauritz Bastos, que após inúmeras tentativas encontrou o registro do óbito, com a mesma data e detalhes da mensagem do Chico. Ela estava num cemitério bem afastado do centro da cidade, numa localidade chamada São José das Pororocas.
Mas, por que teria seu corpo sido enterrado lá? D. Maria, por ter sido protestante, fora enterrada num cemitério próprio, já que os evangélicos, naquele tempo, não tinham permissão de serem enterrados através das Santas Casas Locais porque não eram batizados.

Este fato singelo em que um coração de mãe vem falar de suas saudades, tornou-se assim, um atestado da imortalidade da alma, pois a ele não se pode negar autenticidade científica, já que, pelas pesquisas, não poderia haver nem hiperestesia da mente, nem transmissão de pensamento médium-a-médium, nem sugestão, nem telepatia, já que em 1975 todos os que conheciam o fato encontravam-se desencarnados!

Fonte: Revista Reformador, maio de 1994
Poderão dizer os amantes do padre Quevedo que Chico acessou os registros Akhásicos, a memória coletiva da humanidade. Ótimo, então. Seria um atestado de que Chico não acessou não o fato em si (ele não viu as coisas acontecendo) mas sim o banco de memória de uma consciência desencarnada. O que significaria dizer que TODAS as pessoas desencarnadas estão com suas vidas (sim, vidas, ou como essa consciência teria aprendido a escrever depois de morta?) disponíveis para acesso. Uma grande entidade coletiva, uma grande internet espiritual. Se não somos personalidades (apenas imaginamos que somos, pois estamos imersos nessa ilusão: Maya) então somos apenas um "computador" desta "internet" da vida, fazendo parte desta grande consciência que se fragmenta e se reagrupa sem com isso perder suas "múltiplas individualidades", como um holograma. Traduzindo em miúdos: somos Deus.
Concordo em parte. Mas ainda assim seria muito simplório uma pessoa morrer e virar frequência de rádio, um banco de dados pra outras que virão em seguida. Seria desperdiçar uma vida de experiência, afinal, as almas posteriores (virgens) estariam SEMPRE em desvantagem em relação ao quanto aquela consciência antiga poderia evoluir se reencarnasse. Por exemplo, todas as almas não saberiam PN de nada! Teriam de aprender tudo do zero. Isso contraria alguns exemplos fantásticos de talento natural (que nada mais é do que bagagem pluriencarnatória) como Mozart.
Seja qual for a conclusão a que se chegue, uma coisa é inegável: esse corpo é uma ilusão. VOCÊ é uma ilusão. TUDO o que você pensa ser real e duradouro não é mais do que ilusão. As únicas coisas que você leva daqui são os sentimentos e o conhecimento. Se numa vida você aprende a ler, pode até mesmo esquecer enquanto estiver imerso em outra vida, mas ao desencarnar de novo vai relembrar. Estamos em eterna evolução, sempre aprendendo algo com os erros e acertos. Nada é de graça, nada se perde na natureza, pois que seria contraproducente. Esse "Sistema Deus" não foi feito pela Microsoft, acreditem.
Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual
(I Coríntios 15:44)
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Eusapia Paladino - super poderes

 Eusápia Paladino - Italiana com Super Poderes
Eusápia Paladino foi a primeira médium de efeitos físicos a ser submetida a experiências pelos cientistas da época, tais como César Lombroso, Alexandre Aksakof, Charles Richet e muitos outros.

Nasceu em Nápoles, Itália, em 31 de janeiro de 1854, e desencarnou em 1918, com a idade de sessenta e quatro anos.

Sua mãe morrera quando ela nasceu e o pai quando ela alcançou a idade de doze anos.

As primeiras manifestações de sua mediunidade consistiram no movimento e levitação de objetos, quando ainda muito jovem, pois contava apenas quatorze anos.

Esses fenômenos eram espontâneos e se verificavam na casa de um amigo com quem ela morava.

Por volta do ano 1888 é que Eusápia tornou-se conhecida no mundo científico em virtude de uma carta do Prof. Ércole Chiaia enviada ao criminalista César Lombroso, relatando detalhadamente as experiências já realizadas por ele com a médium, carta essa publicada no jornal "I Fanfulla dela Domênica".

Entre outras coisas, dizia o missivista:

- "A doente é uma mulherzinha de modestíssima condição social, com cerca de trinta anos, robusta, iletrada e cujo passado, porque vulgaríssimo, não merece esquadrinhado; que nada apresenta de notável, a não ser as pupilas de fascinante brilho e essa potencialidade, que os criminalistas diriam irresistível" -

Em outro trecho da carta , dizia:

-"Quando quiserdes, essa mulherzinha será capaz de, encerrada numa sala, divertir durante horas, por meio de surpreendentes fenômenos, todo um grupo de curiosos mais ou menos céticos, ou mais ou menos acomodatícios" -

Através dessa carta, convidava, também, o célebre alienista, a investigar, diretamente, os fenômenos por ele constatados na médium.

Três anos mais tarde, em 1891, Lombroso aceitou o convite, realizando, com Eusápia, uma série de sessões.

Esses trabalhos foram seguidos pela Comissão de Milão, integrada pelos professores Schiaparelli, diretor do Observatório de Milão; Gerosa, Catedrático de física; Ermacora, Doutor em Filosofia, de Munique, e o prof. Charles Richet, da Universidade de Paris.

Além dessas sessões, muitas outras foram realizadas, com a presença de homens de ciência, não só da Europa, como também da América.

Lombroso, diante das evidências dos fatos, arrependeu-se de seu ceticismo exagerado (pseudocétismo), tendo declarado:

- "Estou cheio de confusão e lamento haver combatido, com tanta persistência, a possibilidade dos fatos chamados ‘espíritas’ -"

A conversão de Lombroso deveu-se também ao fato de o Espírito de sua mãe haver-se materializado em uma das sessões realizadas com Eusápia.

Antes de encerrarmos esta ligeira exposição sobre a preciosa mediunidade de Eusápia Paladino, convém citarmos um trecho do relatório apresentado pela Comissão de Milão que diz:

- "É impossível dizer o número de vezes que uma mão apareceu e foi tocada por um de nós. Basta dizer que a dúvida já não era possível. Realmente, era uma mão viva que víamos e tocávamos, enquanto, ao mesmo tempo, o busto e os braços da médium estavam visíveis e suas mãos eram seguras pelos que achavam a seu lado"

Como se vê, a Comissão que ofereceu este relatório era constituída por homens de ciência, o que não deixa dúvida quanto à veracidade dos fenômenos por eles constatados.

O prof. Charles Richet, em 1894, também realizou várias sessões experimentais em sua própria casa, obtendo levitações parciais e completas da mesa, além de outros fenômenos de efeitos físicos.

Sir Oliver Lodge, prof. de Filosofia Natural do Colégio de Bedford, Catedrático de Física da Universidade de Liverpool, Reitor da Universidade de Birmingham, e que foi, também, por longos anos, presidente da Associação Britânica de Cientistas, após as experiências realizadas com Eusápia, apresentou um relatório à Sociedade de Pesquisas da Inglaterra, dizendo, entre outras coisas, o seguinte:

- "Qualquer pessoa, sem invencível preconceito, que tenha tido a mesma experiência, terá chegado à mesma larga conclusão, isto é, que atualmente acontecem coisas consideradas ‘impossíveis’... O resultado de minha experiência é convencer-me de que certos fenômenos geralmente considerados ‘anormais’ pertencem à ordem natural e, como um corolário disto, que esses fenômenos devem ser investigados e verificados por pessoas e sociedades interessadas no conhecimento da natureza" -

Eis aí, em linhas gerais, o que foi a excepcional mediunidade de Eusápia Paladino, figura de destaque na história dos paranormais que veio à Terra para demonstrar a sobrevivência do Espírito, após a desencarnação.

Bruno Guerreiro de Moraes, apenas alguém que faz um esforço extraordinariamente obstinado para pensar com clareza...
Postado por Bruno Guerreiro de Moraes 
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Irmãs Fox- manifestações de espíritos


Em 11 de dezembro de 1847, a família Fox instalou-se em uma casa modesta na povoação de Hydesville, no estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, distante cerca de trinta quilômetros da cidade de Rochester.
O nome da família Fox origina-se do sobrenome "Voss", depois "Foss" e finalmente "Fox". Eram de origem alemã, por parte paterna; e francesa, holandesa e inglesa, por parte materna.



O grupo compunha-se do chefe da família, Sr. John D. Fox, da esposa Sra. Margareth Fox e de mais duas filhas: Kate, com 11 e Margareth, com 14 anos de idade. O casal possuía mais filhos e filhas. Entre estas, Leah, mais velha, que morava em Rochester, onde lecionava música. Devido aos seus casamentos, foi sucessivamente conhecida como Sra. Fish, Sra. Brown e Sra. Underhill. Leah escreveria um livro, "The Missing Link" (New York, 1885), no qual faz referência às supostas faculdades paranormais de seus ancestrais.
Inicialmente, apenas Margareth e Kate tomaram parte nos acontecimentos. Posteriormente, Leah juntou-se a elas e teve participação ativa nos episódios subseqüentes ao de Hydesville.


A casa de Hydesville antes dos Fox


Lucretia Pulver era uma jovem que servira como dama de companhia do casal Bell, quando eles tinham habitado a casa em Hydesville até 1846. Ela contou a curiosa história de um mascate que se hospedara com os Bell, referindo que, na noite que esse vendedor passaria com aquele casal, ela foi mandada dormir na casa dos pais. Três dias depois, tornaram a procurá-la, dizendo-lhe que o mascate fora embora. Ela nunca mais viu esse homem.
Depois disso, passado algum tempo, aproximadamente em 1844, começaram a registrarem-se fenômenos estranhos naquela casa. A mãe de Lucretia, Sra. Ann Pulver, que mantinha relações com a família Bell, relata que, naquele ano, certa vez quando visitara a Sra. Bell, indo fazer tricô em sua companhia, ouvira desta uma queixa. A Sra. Bell dissera-lhe que se sentia muito mal e quase não havia dormido à noite. Quando indagada sobre a causa, a Sra. Bell havia declarado que se tratava de rumores inexplicáveis; parecera-lhe ter ouvido alguém a andar de um quarto para outro; tinha acordado o marido e o feito levantar-se e trancar as janelas. A princípio, tentou afirmar à Sra. Pulver que possivelmente se tratasse de ratos. Posteriormente, confessara não saber qual a razão de tais rumores, para ela inexplicáveis.
A jovem Lucretia também testemunhou os fenômenos insólitos observados naquela casa, e os Bell terminaram por mudar-se dali.
Em 1846, instalou-se na casa a família Weekman, composta pelo Sr. Michael Weekman, a Sra. Hannah Weekman e suas filhas. Alguns dias após a mudança, passaram a ser perturbados por ruídos insólitos: batidas na porta da entrada, sem que ninguém visível o estivesse fazendo e passos de alguém andando na adega ou dentro de casa.
A família Weekman também não permaneceu muito tempo naquela casa, vindo a deixá-la em fins de 1847.
Assim, a 11 de dezembro de 1847, a referida casa passou a ser ocupada pela família Fox.


A noite das primeiras transcomunicações


Inicialmente os Fox não sofreram nenhum incômodo em sua nova residência. Entretanto, algum tempo depois, mais precisamente nos dois primeiros meses de 1848, os mesmos ruídos insólitos que perturbaram os antigos inquilinos voltaram a manifestar-se. Eram batidas leves, sons semelhantes a arranhões nas paredes, assoalhos e móveis, os quais poderiam perfeitamente ser confundidos com rumores naturais produzidos por vento, estalos do madeiramento, ratos, etc. Por isso, tão somente, a família Fox não deveria ter-se sentido molestada ou alarmada. Entretanto, tais ruídos cresceram de intensidade, a partir de meados de março de 1848. Batidas mais nítidas e sons de arrastar de móveis começaram a se fazer ouvir, pondo as meninas em sobressalto, ao ponto de se negarem a dormir sozinhas no seu quarto e passarem a querer dormir no quarto dos pais. A princípio, os habitantes da casa, ainda incrédulos quanto à possível origem sobrenatural dos ruídos, levantavam-se e procuravam localizar causas naturais para os mesmos.
Na noite de 31 de março de 1848, desencadeou-se uma série de sons muito fortes e continuados. A partir disto ocorreu o que é considerado como um marco na história da fenomenologia paranormal. A menina de sete anos de idade - Kate Fox - desafiou a "força invisível" a repetir, com os golpes, as palmas que ela batia com as mãos! Segundo os relatos, a resposta teria sido imediata: a cada estalo, um golpe era ouvido logo a seguir! O que os fizeram concluir que a causa dos sons seria uma inteligência incorpórea. A seguir transcreve-se alguns trechos do depoimento da Sra. Margareth Fox:
"Na noite de sexta-feira, 31 de março de 1848, resolvemos ir para a cama um pouco mais cedo e não nos deixamos perturbar pelos barulhos; íamos ter uma noite de repouso. Meu marido, que aqui estava em todas as ocasiões, ouviu os ruídos e ajudou a pesquisar. Naquela noite fomos cedo para a cama - apenas escurecera. Achava-me tão alquebrada e com falta de repouso que quase me sentia doente. Meu marido não tinha ido para a cama quando ouvimos o primeiro ruído naquela noite. Eu apenas me havia deitado. A coisa começou como de costume. Eu a distinguia de qualquer outro ruído jamais ouvido. As meninas, que dormiam em outra cama no quarto, ouviram as batidas e procuraram fazer ruídos semelhantes, estalando os dedos. Minha filha menor, Kate, disse, batendo palmas: 'Senhor Pé Rachado, faça o que eu faço.' Imediatamente seguiu-se o som, com o mesmo número de palmadas. Quando ela parou, o som logo parou. Então Margareth disse, brincando: 'Agora faça exatamente como eu. Conte um, dois, três, quatro' e bateu palmas. Então os ruídos se produziram como antes. Ela teve medo de repetir o ensaio. Então Kate disse, na simplicidade infantil: 'Oh! Mamãe! Eu já sei o que é: amanhã é 1 de abril e alguém quer nos pregar uma mentira.'
"Então pensei em fazer um teste que ninguém seria capaz de responder. Pedi que fossem indicadas as idades de meus filhos, sucessivamente. Instantaneamente foi dada a exata idade de cada um, fazendo pausa de um para outro, a fim de separar, até o sétimo, depois do que se fez uma pausa maior e três batidas mais fortes foram dadas, correspondendo à idade do menor, que havia morrido.
"Então perguntei: É um ser humano que me responde tão corretamente? Não houve resposta. Perguntei: É um espírito? Se for, dê duas batidas. Duas batidas foram ouvidas assim que fiz o pedido. Então eu disse: Se for um espírito, produzindo um tremor na casa. Perguntei: Foi assassinado nesta casa? A resposta foi como a precedente. A pessoa que o assassinou ainda vive? Resposta idêntica, por duas batidas. Pelo mesmo processo verifiquei que fora um homem, que o assassinaram nesta casa e os seus despojos enterrados na adega; que a família era constituída de esposa e cinco filhos, dois rapazes e três meninas, todos vivos ao tempo de sua morte, mas que depois a esposa morrera. Então perguntei: Continuará a bater se chamarmos os vizinhos para que também escutem? A resposta afirmativa foi alta."
"Desse modo, foram chamados vários vizinhos, os quais, por sua vez, convocaram outros, de maneira que, mais tarde e nos dias subseqüentes, o número de curiosos era enorme. Naquela noite compareceram o Sr. Redfield, o Sr. e a Sra. Duesler e os casais Hyde e Jewell."
"Mr. Duesler fez muitas perguntas e obteve as respostas. Em seguida indiquei vários vizinhos nos quais pude pensar, e perguntei se havia sido morto por algum deles, mas não obtive resposta. Após isso, Mr. Duesler fez perguntas e obteve as respostas. Perguntou: Foi assassinado? Resposta afirmativa. Seu assassino pode ser levado ao tribunal? Nenhuma resposta. Pode ser punido pela lei? Nenhuma resposta. A seguir disse: Se seu assassino não pode ser punido pela lei, dê sinais. As batidas foram ouvidas claramente. Pelo mesmo processo Mr. Duesler verificou que ele tinha sido assassinado no quarto do leste, há cinco anos passados, e que o assassínio fora cometido à meia noite de um terça-feira, por Mr......; que fora morto com um golpe de faca de açougueiro na garganta; que o corpo havia sido enterrado; tinha passado pela despensa, descido a escada e [sido] enterrado a dez pés abaixo do solo. Também foi constatado que o móvel fora dinheiro


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Materializações de espíritos

O QUE EU VI EM UBERABA ATRAVÉS DE OTÍLIA DIOGO Extraído do livro Materializações em Uberaba, de Jorge Rizzini. Ed. Livro Fácil - Nova Luz Editora. Fotos de Nedyr Mendes da Rocha (quem puder obter a edição de 1964, da Edicel, terá melhores fotos do que a atual)



Ectoplasma saindo da boca (blerg!) do médium Antônio Alves Feitosa e formando a aparição de Irmã Josefa, em Uberaba, 1965, na presença de Chico Xavier. Otília Diogo também aprticipou, e se encontrava sentada dentro da cabine.
Dias após fazer publicar em um semanário de São Paulo uma reportagem sobre Dna. Otília Diogo e as materializações através de sua mediunidade (éramos, então, chefe de reportagem da Edição Extra) foi o autor deste livro convidado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira a assistir, em Uberaba, sessões com a referida médium de efeitos físicos. Era o primeiro contato que teríamos com Dna. Otília Diogo, e ansiávamos por ele. Minha incumbência específica era registrar em um documentário cinematográfico o encontro da médium com os médicos, com Chico e Waldo, etc. e, assim ampliar a Filmoteca Allan Kardec, criada por nós. No dia marcado, em companhia do psiquiatra Alberto Calvo, dirigi-me a Uberaba, levando comigo a aparelhagem de filmar. A sessão a que assisti foi realizada no pequeno consultório médico de Waldo Vieira. E em condições capazes de evitar possibilidade de fraude. Rigorismo absoluto, inclusive entre os próprios médicos. Basta recordar que a ninguém foi permitido entrar na sala dos trabalhos trazendo lenço e nem relógio no pulso. Ainda mais: fomos obrigados a entrar na sessão sem paletó... e sem gravata! Quanto a médium Otília Diogo, devia trocar de roupa: ao invés do vestido colorido, que usavam, devia ela vestir uma camisola negra, exclusivamente. A cautela se justificava: é que o espírito de Irmã Josefa se materializa como freira, vestida totalmente de branco. A jornalista associada, Wanda Marlene, foi incumbida pelos médicos de acompanhar dna. Otília Diogo ao compartimento contíguo ao consultório e fiscalizar, também, a troca de roupa. Era a primeira vez que a jornalista se defrontava com a médium.
No consultório do médico Waldo Vieira estavam instaladas nove máquinas fotográficas: os espíritos que porventura se materializassem seriam fotografados em nove ângulos diferentes para exame e confronto. No teto, o flash eletrônico. Viam-se, também, barômetros, balanças, etc. Frente às cadeiras, dispostas em fila para os assistentes, uma jaula de aço confeccionada em Uberaba; idêntica às que se vê nos jardins zoológicos e da qual (sem exagero) nem mesmo uma pantera ou um leão poderiam escapar. Jaula esta destinada aos médiuns.
Após verificação da temperatura do ambiente e pesagem de todos os presentes, foram introduzidos na referida jaula Otília Diogo, coberta por uma camisola de cor negra, e o Sr. Feitosa. Em seguida foram amarrados pelos próprios médicos. Nos pés, foram colocadas fortes correias com cadeados; nos pulsos, ao invés de correias, algemas policiais prendendo também o braço da cadeira. Algemas do tipo espanhol: quanto mais o preso procura libertar-se, mais apertam os pulsos.
Penalizou-me ver Dna. Otília Diogo naquela situação humilhante: vestida com roupa preta, dentro de uma jaula e algemada, como uma criminosa. Mas, a mesma pedira aos médicos rigor excessivo na fiscalização de sua pessoa, e esse pe-dido ela o fez com espontaneidade admirável, pois médium autêntica que é, sujeita-se a tudo, sem nada temer. Tudo pronto, os médicos sentaram-se em seus lugares. Waldo Vieira leu um trecho do Evangelho, abrindo em nome de Deus a reunião e, em seguida, foi apagada a lâmpada do consultório. A sala ficou em escuridão total.
A pedidos, Francisco Cândido Xavier, ao nosso lado, fez uma lindíssima prece, citando várias vezes o nome de Jesus. Terminada esta, a expectativa pareceu crescer. Algo aconteceria ou não? O mundo espiritual se faria presente ali?
Acredito que todos estivessem duvidando. Quanto a mim acostumado a ver embusteiros fantasiados de "fenômeno", confesso que, não sei porque, não acreditava nos dons mediúnicos de Dna. Otília... E muitíssimo menos nos do Sr. Feitosa. Aquelas algemas policiais... A jaula zoológica... Os dezenove médicos, todos atentos com os olhos arregalados...
Mas, para grande espanto nosso, de súbito ouvimos no lado esquerdo da jaula, onde se encontrava Dna. Otília Diogo, ruídos estranhos... Ruídos guturais. Deram a impressão de alguém estava a extrair algo da boca da médium. Dna. Otília gemia. Era o transe que se iniciava. Segundos depois, começou a liberação do ectoplasma; não apenas pela boca, mas também pelos ouvidos e nariz. Agora , o ruído que chegava até nós modificou-se: palavras initeligíveis passaram a ser proferidas. Palavras gritadas. Evidentemente, o espírito manifestante estava a experimentar a garganta recém-formada com o ectoplasma fornecido pela médium.




Materialização de Irmã Josefa. Clique aqui para ver mais fotos
Que estava por suceder? E, imediatamente, mãos invisíveis puseram em movimento a vitrola localizada fora da Jaula e, ato contínuo, sob a luz de uma pequenina lâmpada vermelha, diante dos dezenove médicos surgiu a materialização total do espírito de Irmã Josefa: magnífica, toda vestida de branco, com roupa de freira. Trazia uma luz na fronte e no tórax. - Viva Jesus! - disse ela, alegre, e sua voz com timbre brilhante e, no entanto, suavíssimo (oposto ao da médium) ecoou pelo consultório.
- Viva Jesus! - responderam todos, deslumbrados com o fenômeno.
E Irmã Josefa tornou a repetir, com seu sotaque alemão:
- Viva Jesus!
E esparziu sobre todos gotas de perfume. O ambiente parecia etéreo, não obstante vinte e poucas pessoas respirando e transpirando dentro de uma pequena sala hermeticamente fechada a cadeados.
- Sabem porque estou aqui entre vocês, meus filhos? Para dar provas de que a morte não existe. Provas verdadeiras de que todos vocês são imortais.
E Irmã Josefa, mostrando-se muito feliz, deu em verdade provas magníficas. Permitiu dezenas de fotografias; entre elas, várias curiosas, como por exemplo, uma que mostra seu corpo ectoplásmico sendo interpenetrado pelas grades da jaula. Outro fenômeno curioso, foi o transporte de três fitas coloridas para o consultório. Essas fitas de pano foram colocadas na palma da mão de Chico Xavier e, entre Chico Xavier e Irmã Josefa havia uma distância de, pelo menos, três metros; o espírito, no entanto, para colocar as fitas na mão de Chico Xavier, não caminhou um passo! Seu braço ectoplásmico é que se alongou.
Nessa noite memorável, também se materializou através de Dna. Otília o espírito de Alberto Veloso, ex-médico da marinha. Materialização integral. Antes, fez-se anunciar no recinto esparzindo gotas de éter. Foi inúmeras vezes fotografado. Também o espírito de uma criança, sem se deixar ver, conversou com os presentes. Em seguida, materializou uma gaita e tocou-a, permitindo que nós outros (inclusive eu) a examinássemos. A gaita teria uns quinze centímetros de comprimento e cinco de altura.
Por tudo o que nos foi dado ver, podemos afirmar: dna. Otília Diogo nos faz lembrar as médiuns do passado Eusápia Paladino, que também era analfabeta, Mme. D'Esperance nos seus grandes momentos de mediunidade. Principalmente, D'Esperance; inclusive, pela sua comovedora simplicidade, fora do normal. Infelizmente, Antônio Alves Feitosa, dentro da jaula algemado, nada pode oferecer aos médicos no complexo campo da mediunidade.
Esse trabalho em Uberaba, dias depois foi repetido na residência do autor deste livro. Mas, em condições privilegiadas: não foi necessário o uso intermitente da lâmpada vermelha, que as materializações de Alberto Veloso e Irmã Josefa, em nossa sala de visitas, se verificaram sob a luz branca, indireta e contínua. Iluminação excessiva; e, no entanto, Alberto Veloso, nessa noite, apresentou-se diante de nós sem véus. Com uma nitidez espantosa.
Aqui termina o que podemos chamar de primeira fase do nosso histórico. Foi ela redigida a fim de que o leitor se inteire de fatos paralelos ao escândalo de O Cruzeiro e tome conhecimento de detalhes que vão esclarecer (ainda mais) certas questões que adiante serão levantadas.

OS REPÓRTERES DA REVISTA O CRUZEIRO EM UBERABA

Agora, é chegado o momento de tocarmos em um ponto fundamental: o intrometimento da revista O Cruzeiro nas experimentações de ectoplasmia, em Uberaba.
A primeira reportagem (a favor das experiências) com catorze páginas ilustradas, traz a assinatura de José Franco e foi feita com o sentido de conquistar a simpatia dos dezenove médicos que examinaram a médium Otília Diogo. Essa primeira reportagem, porém, nasceu como?
Por incrível que pareça, de um programa de televisão... O repórter assistiu ao programa organizado por Wanda Marlene na TV Itacorumy, ouviu o depoimento de alguns médicos, viu diversas fotografias pelo vídeo e foi aos estúdios buscar o material para a reportagem, que recebeu o nome de "Fenômenos de Materialização".
Aqui começa a irresponsabilidade da revista O Cruzeiro: publicar uma vasta reportagem sobre materialização de espíritos, ilustrada com quinze fotografias, algumas ocupando página inteira, sem que seu autor, José Franco, tivesse, pelo menos, conhecimento do local das sessões!
Absurdo, evidentemente, em se tratando de uma revista que pretende ser mais ou menos honesta. Mas, má fé já estava patente nessa primeira reportagem; porque José Franco, ao fim da mesma, deu destaque à seguinte "nota do repórter" e para a qual chamo a atenção do leitor:
"Não houve neste texto (escreve o repórter) do princípio ao fim, nenhuma frase que denunciasse a opinião do repórter. Esta será expedida em outra ocasião, se me for dada a oportunidade de presenciar, com os próprios olhos, as pesquisas que a numerosa equipe médica procede na cidade de Uberaba"
Os médicos (psicologicamente pressionados por essa reportagem) se viram obrigados a convidar José Franco para uma sessão experimental com Dna. Otília Diogo. José Franco respondeu que se faria acompanhar de uma testemunha, um outro repórter de nome José Nicolau. E a data da experimentação foi marcada, que já não era possível aos médicos voltar atrás... Se desfizessem o compromisso, fatalmente seriam massacrados pela revista como "embusteiros", etc.
No dia da sessão, porém, tiveram os médicos uma surpresa: ao invés de apenas José Franco e uma testemunha José Nicolau, surgiu em Uberaba, vindo do Rio de Janeiro, um bando de repórteres e fotógrafos, "para assistir aos trabalhos".
É evidente, portanto, que a trama de O Cruzeiro já estava preparada.
Era impossível recuar; e os médicos, sem saber o que iria acontecer (mas, apoiados espiritualmente com a presença de Chico Xavier) entraram no consultório de Waldo Vieira acompanhados de Jorge Audi, Henri Ballot, José Franco, Mário Moraes, Paulo Miranda, José Nicolau e Nilo Oliveira. Ao todo, sete repórteres e fotógrafos de uma revista sensacionalista. Participaram, também, dos trabalhos Cleusa Soares e a valorosa Wanda Marlene, ambas da TV Itacolomy, de Belo Horizonte. (A sessão foi realizada na noite de 3 de janeiro de 1964).
O que foi essa sessão, vamos narrar agora; sem minúcias, mas com base em depoimentos.
Estavam presentes no consultório do Dr. Waldo Vieira (local da experimentação) treze médicos, alguns professores de faculdades. Eram eles: Dr. Eurípedes Tahan Vieira, Dr. Cleomar Borges de Oliveira, Dr. Adroaldo Modesto Gil, Dr. Alberto Calvo, Dr. Adelor Alves Gouveia, Dr. Waldo Vieira, Dr. Oswaldo de Castro, Dr. Elias Barbosa, Dr. Armando Valente de Couto, Dr. José Américo Junqueira de Mattos, Dr. Ismael Ferreira da Rezende, Dr. Milton Skaff e Dr. Sebastião de Mello, que dirigiu a sessão propriamente dita.
Treze médicos, mas a fiscalização foi entregue aos repórteres. Foi-lhes dada, para isso, ampla liberdade de ação. Começaram eles examinando, através de batidas, as paredes do consultório; depois, o teto, o piso, a porta. O ventilador e o exaustor também passaram por um revisão: por dentro e por fora. Nada de suspeito encontraram. Os próprios médicos foram revistados pelos Jornalistas; inclusive, os sapatos e, mais detidamente, os saltos de borracha...Talvez com uma pressão pulasse o salto do sapato de um médico mancomunado com Dna. Otília Diogo e surgisse o vestuário enorme da freira...
Quanto a Francisco Cândido Xavier, que participava da reunião apenas na qualidade de assistente, teve as roupas um pouco mais policialmente examinadas. Era tal a desconfiança que inspirava, que os bolsos de sua calça foram destruídos: alguém levantara a hipótese de que a vestimenta da freira poderia estar escondida na calça do médium mineiro...
Para completar a fiscalização, o próprio Dr. Adelor Alves Gouveia aconselhou que se colocasse no ombro de cada participante um pedaço de esparadrapo fosforescente a fim de evitar-se movimentos suspeitos no consultório. Isso também foi feito.
Médicos e consultório revistados com perícia pela equipe de repórteres, restava, agora, um exame completo em Dna. Otília Diogo. Já sabe o leitor que ela é uma senhora humilde, sem nenhuma instrução (não sabe sequer ler e escrever) e que a exemplo dos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, se sujeita a qualquer tipo de experimentação; inclusive, a exigida pela equipe de O Cruzeiro...
Antes de entrar na sala dos trabalhos, foi ela submetida a um exame (por razões óbvias) feito pelo Dr. Ismael Ferreira de Resende. Em seguida, para evitar qualquer suspeita de fraude, convidada a vestir uma camisola negra, visto que a roupa da freira materializada é totalmente branca, dos pés a cabeça. Tanto o exame no corpo de Dna. Otília Diogo como a troca de roupa foram feitos na presença dos repórteres Mário Moraes e Jorge Audi. Absurdo, evidentemente, mas era preciso que a verdade espiritual se manifestasse límpida e cristalina naquela noite.
Comprovado que nada de suspeito havia no corpo e nas vestes da famosa médium, foi ela conduzida ao consultório onde todos a aguardavam. A cadeira destinada a médium era do tipo "espreguiçadeira". Estava solidamente fixada ao solo, pois fora chumbada com cimento! Tranqüila, dona Otília Diogo acomodou-se e os repórteres, imediatamente, procederam a sua prisão.
Nilo Oliveira, ex-reporter policial, comandou esse trabalho. Com grossas correias a médium teve as pernas presas aos pés da cadeira. Nas correias, cadeados; e, cobrindo a fechadura dos mesmos, teve ainda o arguto Nilo Oliveira o cuidado de colocar tiras de esparadrapo, todas elas com a sua rubrica. Mas, os repórteres não comem gato por lebre: o corpo de Dna. Otília não poderia ter movimentos livres...E fizeram uso de novas correias, as quais levaram a força o corpo da médium ao encosto da cadeira; prendendo essas correias, foram colocados novos cadeados envolvidos em esparadrapos, também rubricados por Nilo Oliveira. Pés e tronco presos, restavam apenas as mãos de Dna. Otília Diogo: para impedir-lhes qualquer ação, estava reservada uma algema policial, que foi colocada nos pulsos pelo ex-reporter policial.
Tudo em perfeita ordem, os repórteres, já combinados entre si, distribuíram-se, estrategicamente, pelo consultório. Paulo Miranda foi incumbido de policiar a porta da entrada. Quanto a Nilo Oliveira, recusou-se a ficar no consultório, explicando:
- Se alguma coisa aparecer aqui dentro, é porque veio do lado de fora. Eu e o nosso motorista ficaremos vigiando o prédio.
Fechada a porta, foram as lâmpadas do consultório apagadas.
Dr. Sebastião de Mello, após fazer uma breve explanação sobre os fenômenos que certamente iriam se verificar, pediu a Francisco Cândido Xavier que abrisse a sessão com uma prece.
A experimentação foi cronometrada pelo Dr. Adroaldo Modesto Gil e teve início, exatamente, às 21:05 hs. Cinco minutos depois, porém, já a notável médium entrou em transe: primeiro, gemidos, em seguida liberação do ectoplasma pela boca, ouvidos e nariz. As 21,20 hs. (dez minutos depois) surgiu o primeiro fenômeno: aspersão de perfume em forma de chuva leve sobre os repórteres (aviso de que Irmã Josefa iria materializar-se). Sete minutos após a "chuva", com espanto observaram todos o segundo fenômeno: uma luminosidade movimentando-se nas proximidades da médium, a qual se mantinha em sono profundo. A luminosidade continuou em movimento e um minuto depois foi constatado o terceiro fenômeno: uma voz feminina ecoou no consultório. Voz com timbre metálico, porém suave, meigo.
Os repórteres, é óbvio, começavam a assustar-se.
Sete minutos após a "voz direta", para espanto e admiração de todos, foi visto o quarto fenômeno, magnífico e notável: a aparição de uma forma feminina, vestida com um volumoso e complicado traje branco de freira, trazendo luz na fronte e no tórax. E no peito um crucifixo com cerca de dez centímetros de altura. Era Irmã Josefa.
O ambiente vibratório não era dos melhores, mas, ainda assim, Irmã Josefa se manteve materializada durante meia hora. Além das provas que precederam sua aparição tangível, deu ela ainda outras: conversou com os repórteres e fotógrafos durante trinta minutos, permitiu que lhe tocassem o corpo, deixou-se fotografar ao lado de Mário Moraes, Jorge Audi e José Franco.
A conversa inteira entre Irmã Josefa e os repórteres foi registrada no gravador do Dr. Eurípedes Tahan Vieira. A fita magnética foi emprestada ao autor desta obra, que a ouviu, atentamente. Durante a conversa, houve momentos curiosos. Como este, por exemplo : estavam sendo batidas fotografias, quando um dos fotógrafos disse a Irmã Josefa:
- Eu gostaria de tirar uma foto sua em pose especial. A senhora não quer abrir os braços?
Irmã Josefa captou imediatamente o pensamento do fotógrafo e respondeu, com seu sotaque alemão:
- Oh, que bonita... Está pensando que meu braço é braço de Otília...
E, abaixando a voz, acrescentou:
- Eu vou abrir os braços... Faço isso de coração. Pronto...
E, antes do flash explodir, Irmã Josefa exclamou, alegre:
- Viva Jesus!
Essa foto prova que Irmã Josefa é independente da médium; em termos, é óbvio.


Materialização total de Alberto Veloso no consultório do Dr. Waldo Vieira

A cara de assustado do repórter é simplesmente impagável...
Minutos depois de Irmã Josefa desaparecer, verificou-se no pequeno consultório o quinto fenômeno: de súbito, caiu sobre todos os presentes uma chuva leve de éter (prenúncio de que o espírito de Alberto Veloso iria também materializar-se). Um minuto depois, o fato deslumbrante foi visto. Como de costume, apresentou-se com barbas e vestido, por assim dizer, à moda oriental. Durante nada menos que quarenta minutos o ex-médico da marinha se manteve no ambiente. Foi inúmeras vezes fotografado. De pé e com os braços abertos. Em certo momento, para provar a Nilo Oliveira, que se encontrava do lado de fora, que algo de notável estava se processando dentro do consultório, jogou éter no exaustor. Ao respirar o éter, o repórter certamente pensou: "Dna. Otília conseguiu esconder um vidro de éter e nós não percebemos!" Ao terminar a sessão, Nilo Oliveira entrou no consultório e, bastante surpreso, encontrou a médium na posição exata em que a deixara: sentada, algemada e... presa com correias e cadeados. Libertou-a, depois de constatar, cuidadoso, que todas as tiras de esparadrapo que cobriam as fechaduras continham a sua assinatura. Mas um outro repórter não se conteve e quis examinar, mais uma vez, a roupa preta que os médicos haviam dado a Dna. Otília. Forçou-a, rasgou-a: a médium, na revista O Cruzeiro, aparece de soutien! Um dos fotógrafos bateu inesperadamente uma foto... Ainda sob a emoção, diversos repórteres deixaram suas impressões sobre os fenômenos no gravador do Dr. Eurípedes Tahan Vieira. Vamos transcreve-las, integralmente, e na ordem cronológica, a fim de que o leitor possa compará-las com os depoimentos que, dias depois, publicaram na revista O Cruzeiro.
"Eu, Nilo Oliveira, posso declarar que algemei a Dna. Otília, médium que atuou nesta sessão, rubriquei e colei o esparadrapo na fechadura dos cadeados e tomei conta do exterior da casa onde se realizava esta sessão. Não observei absolutamente nada de anormal por fora. E terminada a sessão, penetrei na sala E ENCONTREI TUDO COMO HAVIA DEIXADO: a Dna. Otília algemada, tendo eu desfeito a algema, aberto os cadeados e encontrado as rubricas que havia feito anteriormente."
"Eu (diz agora Mário Moraes) repórter de O Cruzeiro, declaro que assisti uma experimentação realmente estranha: NUNCA HAVIA VISTO NADA IGUAL, e é lógico que não sendo estudioso da matéria, NÃO TENHO EXPLICAÇÃO PARA O QUE VI. Passo a partir desse momento a me interessar pelo problema: procurarei no futuro próximo talvez dar uma explicação para o fato."
"É difícil (confessa Henri Ballot) dar uma explicação... É a primeira vez que eu assisti a uma sessão assim... Eu fiquei SURPREENDIDO pelo fenômeno, que a primeira vista não se vê uma explicação plausível.... Deve haver uma, não há dúvida. Eu tenho algumas idéias a respeito disso. Mas não tenho autoridade para falar."
"Sinceramente (diz o repórter José Franco) após essa reunião não sei o que dizer; fiquei bastante IMPRESSIONADO COM O FENÔMENO, mas ainda tenho uma explicação a respeito."
"Eu assisti a uma dessas sessões realizadas em Uberaba (diz Audi) e é REALMENTE ESPETACULAR; nós procuramos de toda forma encontrar alguma falha, algum defeito, alguma coisa que pudesse denunciar anormalidade. E, naturalmente, vai depender de algum raciocínio e, se possível, uma outra oportunidade em que a gente possa ter mais chance de observar melhor o fenômeno. No momento, o que eu posso dizer é que, para mim, FOI UMA COISA INÉDITA! EU JAMAIS HAVIA ASSISTIDO COISA IGUAL, embora na vida de um repórter essas emoções são quase que diárias. Essas emoções novas e violentas são já um lugar comum na vida de um repórter. Posso afirmar que é realmente QUALQUER COISA ASSIM EMOCIONANTE. Agora, eu gostaria de ter mais contato e mais oportunidade PARA PODER FAZER UM RACIOCÍNIO MAIS ABSOLUTO."
Essas, as declarações dos repórteres logo após a sessão com a notável médium Dna. Otília Diogo.
Depois, porém....
O ESCÂNDALO DE "O CRUZEIRO" E A MISSÃO DE IRMÃ JOSEFA
A sessão de Uberaba parecia haver terminado bem; o depoimento vibrante dos repórteres, aliás, deixa evidente que os jornalistas ficaram profundamente emocionados com o que viram e ouviram na famosa experimentação com a médium Otília Diogo. Em verdade, Irmã Josefa deu aos repórteres algumas das mais importantes provas da imortalidade do espírito. No entanto, dias depois, a revista O Cruzeiro divulgou em todo o Brasil uma reportagem (primeira de uma extensa série) assinada por seis dos sete repórteres e intitulada... "A Farsa da Materialização": uma reportagem enorme, com catorze páginas, arrasando a médium, os médicos e as reportagens subsequentes, os repórteres se tornaram ainda mais agressivos (para efeito de sensacionalismo) e taxaram os médicos de mistificadores, levianos, escroques, petulantes, gangsters (...) etc.
Essa formidanda campanha de O Cruzeiro contra o Espiritismo teve a duração de quase três meses consecutivos! Ocupou onze números seguidos da revista! Nos onze números, foram gastas cerca de setenta paginas compactas... Ilustraram a campanha um total de oitenta e sete fotografias!
Foi, em verdade, o maior golpe sofrido pelo Espiritismo, por enquanto, em toda a América do Sul!
No grande escândalo, o nome venerável de Francisco Cândido Xavier Também foi envolvido.
Vejamos as principais acusações da revista O Cruzeiro que pretenderam transformar em farsa as materializações de Uberaba:
1) O espírito masculino de Alberto Veloso se materializa com seios
2) Em baixo do turbante de Alberto Veloso se esconde uma vasta cabeleira
3) O ectoplasma que sai da boca, ouvidos e nariz de Otília Diogo é um chumaço de pano branco
4) A roupa das formas materializadas é uma só
5) A roupa das formas materializadas apresentam marcas nítidas de confecção mecânica: sinais de dobragem e costuras
6) O fio da "roupa" de Irmã Josefa, encontrado após a sessão, não era fio ectoplásmico
7) Apenas a barba diferencia Otília Diogo de Alberto Veloso
8) Otília Diogo não é filha de Irmã Josefa, e sim de Dna. Maria Luisa Barbosa
9) Otília Diogo tinha os pés praticamente soltos, após a sessão.
10) Dr. Waldo Vieira não permitiu aos repórteres o uso de infravermelho
11) As algemas e cadeados eram de propriedade dos médicos
12) Os repórteres não examinaram, antes da sessão, o corpo e as vestes da médium Otília Diogo.
13) Nilo Oliveira não pode, a sua maneira, manietar a médium
14) Os Drs. Alberto Calvo e Oswaldo de Castro também manietaram Dna. Otília Diogo
15) Os repórteres não tiveram liberdade para escolher suas cadeiras na sala de experimentação
16) A vitrola, durante a sessão, não tocou (?)
17) O espírito de Alberto Veloso não fala
18) Irmã Josefa disse, em determinado momento, que tinha apenas um dado materializado, mas na verdade tinha ela os cinco
19) As roupas das materializações apresentam vincos e dobraduras
20) As materializações, sob a luz, projetam sombras nas paredes
21) As fotografias das materializações são truques grosseiros
22) Há coleta de dinheiro nas sessões científicas
23) Nos pés de Otília Diogo, pós a sessão de Uberaba, existiam resquícios do círculo de giz feito pelos médicos
24) Não foi permitida a prova do talco
25) Chico Xavier estava "falsamente inebriado" ao lado da Irmã Josefa, em uma fotografia
26) Waldo Vieira prometeu aos repórteres inúmeras sessões com a médium Otília Diogo
27) A virgindade de Irmã Josefa é indiscutível
28) Otília Diogo abandonou vilmente o marido e filhos
29) Documentos "oficiais" provam que a materialização de Uberaba é farsa
Antes de refutarmos as acusações (a maior parte refutada aqui), digamos que essas reportagens de O Cruzeiro abalaram profundamente os espíritas de todo o país e, por mais estranho que pareça, a convicção de alguns líderes... Não obstante, Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, dois médiuns notáveis e impolutos, colunas mestras da mediunidade no Brasil (instrumentos de Emmanuel e André Luís) estarem presentes à experimentação. Esse fato, por si só, deveria ser, pelo menos para os "líderes", uma garantia da autenticidade dos fenômenos. E, apesar dos espíritas, em geral, saberem, perfeitamente, que a revista O Cruzeiro sempre foi inimiga declarada e feroz da Doutrina de Allan Kardec. Ou será, santo Deus, que não nos serviu de lição a reportagem que David Nasser (hoje, um dos diretores de O Cruzeiro) fez há alguns anos ridicularizando Francisco Cândido Xavier e o Espiritismo ?!
Aproveitamos o momento para responder à pergunta, que, certamente, o leitor já formulou: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira já foram avisados pelos Guias espirituais que a sessão com os repórteres iria transformar-se em escândalo nacional?
A resposta, em se tratando de dois médiuns missionários e com grande responsabilidade na evolução do Espiritismo no Brasil, só poderia, evidentemente, ser esta: o mundo espiritual os avisou. Mas, não podiam recuar; porque os escândalos, em nosso planeta, são necessários...
Lembremo-nos de que o próprio Cristo serviu de escândalo.... para o bem do cristianismo!
Quanto a Irmã Josefa, podemos dar nosso testemunho de que também ela sabia do que estava por suceder; e, com antecedência de meses!
Recordo-me de que em Uberaba, quando ainda não nos passava pela mente o nome da revista O Cruzeiro, Irmã Josefa, materializada, dirigiu-se nestes termos a Wanda Marlene, da TV Itacolomy de Belo Horizonte e notável defensora do Espiritismo:
- Você, minha filha, vai ser soldado de Irmã Josefa. Você gosta de ser soldado de Irmã Josefa?
Naquele momento, ninguém entendeu nem deu importância as palavras proféticas de Irmã Josefa... Se as sessões de materialização, em Uberaba, estavam se processando na mais absoluta calma e tranqüilidade...
Também, em minha residência, em São Paulo, Irmã Josefa, plenamente materializada, disse, dirigindo-se a mim:
- Você vai ser mais que um soldado de Irmã Josefa.... Você gosta, Rizzini?
Respondi automaticamente que sim; não me ocorreu interrogar a entidade... Mas, um ou dois meses depois, abria a revista O Cruzeiro guerra contra Irmã Josefa e as experiências de Uberaba: e a verdade é que nós, e Wanda Marlene, na qualidade de soldados, entramos na luta - e na linha de frente!
Já agora, na mente do leitor, se delineia a difícil missão confiada ao admirável espírito de Irmã Josefa: sacudir (e trazer) a consciência de todo o povo brasileiro para os problemas fundamentais da imortalidade. Irmã Josefa, como vimos, estava perfeitamente consciente dessa missão. Missão árdua, repetimos, pois materializando-se, como freira, agitou o clero da terra e o clero do espaço... Para bem cumprir a missão (apoiada por Emmanuel e André Luís) tinha ela de, pacientemente, criar uma série de circunstâncias: aproximar a médium Otília Diogo de Chico Xavier e Waldo Vieira, cujos nomes já eram famosos no campo da mediunidade; reunir em Uberaba uma equipe médica que se responsabilizasse cientificamente pela sua materialização e de Alberto Veloso, espírito que podemos considerar como seu assistente. Mas, esse trabalho, apenas, não bastaria: era necessária a presença de divulgação! Agora, um outro detalhe importante que mostra a inteligência e a argúcia dos espíritos: a revista O Cruzeiro chegou em Uberaba representada não apenas por um jornalista, mas por uma equipe formada por... sete repórteres! Não se tem notícia de um tema para reportagem que exigisse a colaboração de tantos jornalistas...
Prontos os preparativos, presentes às materializações os sete repórteres da mais importante revista brasileira, os fenômenos se desenrolaram e... dias depois, a consciência popular foi violentamente despertada para os problemas espirituais; inclusive, a consciência dos espíritas adormecidos e vacilantes... e sem posição firmada!
Com a revista O Cruzeiro Irmã Josefa atingiu o objetivo. E o resultado, indiscutível, é que durante a publicação da extensa série de reportagens sensacionalistas todo o povo se interessou pelo Espiritismo; e como se vendeu no Brasil livro espírita - principalmente, os que relatam fenômenos da mediunidade! Quem o diz é o próprio Departamento Editorial da Federação Espírita Brasileira. Diversas edições se esgotaram em poucas semanas... Nesse sentido, o "caso Otília Diogo" nada fica a dever ao "caso Arigó".
Mas, paralelamente ao escândalo, era preciso promover a defesa da autenticidade das materializações de Uberaba, de acordo com o plano de Irmã Josefa. E, para alegria nossa, em um local de São Paulo, recebemos das mãos de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira o material de que necessitávamos: a fita magnética que contém as declarações dos repórteres, fotocópias, filmes, fotografias, etc. E, inclusive, a roupa especial que a médium Otília Diogo usava durante a experimentação, e que foi violentada.
Agora, restava-nos, apenas, cumprir a obrigação.
E foi o que fizemos, com a ajuda dos mentores espirituais.



Fim dos trechos do livro. Para ler mais, existe um relato mais completo do livro Materializações de Uberaba aqui

Luciano do Anjos e Jorge Rizzini, em programas televisivos, desmascaram a fraude dos repórteres e expuseram tudo o que eles fizeram de errado. A desmoralização foi total, tanto que, num ato de desespero, até invocaram um repto de honra, que simplesmente foi desconsiderado pelos médicos, médium e Chico.
Seis anos depois, Otília Diogo foi presa com uma maleta recheada de roupas utilizadas nas "materializações". O hábito de irmã Josefa também estava lá. A transformista confessou até mesmo ter pago uma cirurgia plástica facial com exibições "espíritas" na casa do cirurgião. Atrás das grades, desta vez numa delegacia, ela explicou ter perdido a mediunidade em 1965, um ano após as sessões em Uberaba. Não se conformou e decidiu apelar para truques. Chico Xavier, em entrevista à revista O Cruzeiro, voltou a definir todo médium como "uma criatura humana, com defeitos, qualidades e anseios humanos". Para ele, havia os espíritas capazes de superar as vaidades e viver para o outro e havia, também, aqueles que não suportavam os baques "reservados por Deus como provação". O fato não inviabiliza a sessão de materialização que os repórteres e médicos testemunharam.
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